Se ao menos soubessem o que estava entre as pernas dela…

O silêncio da noite foi quebrado por um grito agudo. Sandra acordou assustada, arrancada de seu sono. Virou-se e viu seu marido, Patrick, sentado na cama, encharcado de suor e tremendo como uma folha ao vento. Seus olhos estavam arregalados e ele encarava o próprio corpo como se tivesse visto um fantasma. “Patrick, o que houve?”, perguntou Sandra com a voz trêmula, estendendo a mão para ele. Patrick não respondeu de imediato; apontou para baixo, sob os lençóis, enquanto sua mão tremia incontrolavelmente. Seus lábios tremiam, mas nenhuma palavra saiu. “Patrick, o que foi?”, a voz de Sandra se elevou em pânico. Sandra puxou os lençóis para olhar e o que viu a fez gritar: o pênis do marido havia sumido. Não estava ferido, nem desfigurado, simplesmente havia desaparecido, como se nunca tivesse existido. Sandra agarrou o peito, ofegante. “O quê? O que é isso?”, conseguiu perguntar. Patrick balançou a cabeça violentamente, com a voz ainda trêmula. “Eu não sei, Sandra, eu não sei. Acordei e ele tinha sumido.” Sandra não perdeu tempo, pegou o telefone e ligou para uma ambulância. Em poucos minutos, o casal corria para o hospital.
Meses antes, Patrick era um homem que se orgulhava de sua aparência e confiança. Era um empresário de sucesso, na casa dos 30 anos, acostumado a conseguir tudo o que queria. Casado com Sandra há cinco anos, viajava frequentemente a trabalho, deixando a esposa e o filho pequeno em Lagos. Foi durante uma dessas viagens a Port Harcourt que Patrick ouviu falar de Annabelle pela primeira vez. Annabelle era uma jovem e bela mulher que havia se mudado recentemente para a cidade. Rica, confiante e independente, rapidamente se tornou o assunto da região. Alta, com pele cor de caramelo impecável e olhos penetrantes, em resumo, Annabelle era a personificação da elegância. Homens de todas as idades e classes sociais tentaram a sorte com ela, mas ela rejeitou todas as suas investidas e não aceitava ninguém. Patrick estava em Port Harcourt para um negócio que exigia sua estadia por dois meses. Ele tinha um grupo de amigos em Port Harcourt, a maioria solteiros, que gostavam de passar as noites bebendo e paquerando mulheres.
Em uma dessas noites, Patrick se juntou a eles em seus lugares habituais, um bar animado perto do centro da cidade. Enquanto bebiam e riam, de repente a atmosfera no bar mudou, a conversa cessou e ela se virou para a entrada por onde Annabel havia entrado, e sua presença chamou a atenção imediatamente. Um dos amigos de Patrick, Taion, cutucou-o: “Foi assim que ele sussurrou”, acenando com a cabeça na direção de Annabel. Patrick ergueu uma sobrancelha. “Ah, quem? Annabel, a deusa de Pacot?”, disse outro amigo, Chima, em tom reverente. Patrick riu. “Deusa? Ela é só uma mulher.” T balançou a cabeça. “Você não entende. Ela não é como as outras mulheres. Esta é uma mina de ouro. Nenhum homem conseguiu chegar perto dela.” Patrick deu um tapa na cara dela. “Isso é um desafio?” Seus amigos se entreolharam e riram. “Patrick, nem tente. Ela está muito acima do seu nível”, disse Ty. O olhar de Patrick se elevou. “Estou muito acima do meu nível? Você deve estar brincando. Eu já conquistei mulheres mais bonitas do que ela. Você se lembra de como eu era bom naquela época, não é?”
Chima se inclinou para frente. “Prove então. Se você conseguir ficar com Annabel, cinco de nós lhe daremos 1 milhão de nairas cada um. Mas se você falhar, nos deve 5 milhões.” O tapa de Patrick se intensificou. “É uma aposta? 5 milhões? Vocês estão me subestimando mesmo?” T riu. “Não se trata de você, Patrick, é… Ela é diferente.” Patrick esvaziou seu copo e ficou parado. Diferente ou não, ela é apenas uma mulher. Considere seu dinheiro como perdido. Nos dias seguintes, Patrick começou a observar Annabel à distância. Aprendeu sua rotina: quando ia às compras, onde tomava seus drinques e até a igreja que frequentava. Fez pequenos movimentos para se colocar em seu caminho e sempre aparecer no lugar certo, na hora certa. Certa tarde, Annabel estava em um supermercado, com dificuldade para alcançar um pote na prateleira mais alta. Patrick se aproximou, sorrindo. “Permita-me”, disse ele, enquanto pegava o pote com facilidade. Annabel se virou para ele calmamente. “Obrigada.” “O prazer é meu”, disse Patrick, exibindo seu sorriso mais encantador. “Sou Patrick.” “Meu nome é Annabel”, disse ela calmamente antes de se afastar.
Patrick a observou partir. Ele adorava desafios, e Annabel provou ser um desafio intrigante. Nas semanas seguintes, Patrick encontrou mais maneiras de se inserir na vida de Annabel. Ajudou-a a consertar um pneu furado, comprou uma garrafa de champanhe para ela no café e até a defendeu quando um homem pareceu estar a assediando. Aos poucos, Annabel começou a se abrir para ele. Eles começaram a ter conversas casuais. Patrick usou todos os truques possíveis para fazê-la rir e se sentir à vontade. Ele inventou uma história elaborada sobre ser um homem solteiro em busca do amor verdadeiro, pintando-se assim como o perfeito cavalheiro. Uma noite, depois de semanas de insistência e persistência de Patrick, Annabelle o convidou para jantar em sua casa. Era um bangalô pequeno, mas decorado com bom gosto. Patrick teve o cuidado de desempenhar seu papel, elogiando a comida dela e ouvindo atentamente enquanto ela falava sobre suas paixões e sonhos. “Você é diferente dos outros homens”, disse Annabelle suavemente. “Você é genuíno.” Patrick sorriu por dentro. “Sinto o mesmo por você, Annabelle.”
Os amigos de Patrick ficaram surpresos quando ele mostrou uma foto dele e de Annabelle abraçados. Ele finalmente havia conquistado a confiança dela e o relacionamento deles havia se tornado físico e íntimo. “Eu te disse, Patrick BR”, disse ele, sorrindo para os 5 milhões de nairas que seus amigos lhe transferiram, “não há mulher que eu não possa ter”. Mas a vitória de Patrick durou pouco, pois seus negócios em Pacot chegaram ao fim e ele disse a Annabelle que precisava visitar sua família para discutir o futuro deles. Ela pareceu relutante, mas acabou concordando, ansiosa pelo futuro que teriam juntos quando ele retornasse. De volta a Lagos, Patrick retomou seu papel de marido e pai amoroso, deixando Annabel e suas mentiras para trás. Mas naquela mesma noite, Patrick sentiu um peso estranho no corpo e acordou com a terrível constatação de que seu órgão genital havia desaparecido, desencadeando uma série de eventos que o deixariam lutando pela vida.
A emergência do hospital estava em polvorosa quando Patrick foi levado às pressas em uma maca. Sandra segurou sua mão com medo e confusão. Os médicos o cercaram rapidamente, mas seus rostos empalideceram ao examinarem sua condição. “Nunca vi nada parecido”, disse o Dr. Uchi, o médico chefe, à sua equipe. “Seus genitais externos estão completamente ausentes.” Sandra estava confusa. “Ausentes? O que quer dizer? Estão escondidos ou lesionados?” O Dr. Uchi balançou a cabeça. “Sra. Patrick, não há lesão, nenhum trauma. É como se nunca tivesse estado aqui.” Patrick gemeu na maca. “Doutor, me conserte! Não me importo como, só conserte isso, por favor.” “Faremos o nosso melhor”, assegurou o médico, embora seu rosto demonstrasse incerteza. “Mas isso é inédito.” Os exames iniciais não revelaram respostas. Especialistas foram chamados, mas até eles estavam perplexos. Tubos tiveram que ser inseridos. Um cateter foi inserido no corpo de Patrick porque ele não conseguia urinar, já que não havia um canal natural para a urina sair.
A ansiedade de Sandra aumentou ao ver o marido lutando pela vida nos dias seguintes. Patrick evitava as perguntas de Sandra sempre que ela perguntava o que poderia ter causado seu estado. Ele desconversava: “Não sei, Sandra, pare de me perguntar”, disparou ele certa noite, frustrado. Sandra, já exausta pelas noites em claro no hospital, começou a chorar: “Como posso não perguntar, Patrick? Você é meu marido. Isso está me destruindo. E você está escondendo segredos de mim?” Patrick suavizou o tom, mas continuou sem dizer nada. Sinceramente, ele não sabia de nada, não tinha ideia do que havia acontecido. Estava tão confuso quanto qualquer outra pessoa. Enquanto isso, os médicos estavam ficando sem opções, pois o estado de Patrick continuava a piorar. Sua incapacidade de urinar naturalmente estava causando complicações e até os cirurgiões estavam perdidos. As contas do hospital se acumulavam e os 5 milhões de nairas que ele havia ganhado nas apostas estavam quase no fim.
Uma semana após a internação, Patrick teve o sonho mais vívido e aterrorizante de sua vida: ele se viu em pé do lado de fora de uma enorme mansão de aparência antiga. A porta se abriu de repente e lá estava Annabel, radiante como sempre, mas desta vez com um olhar frio. “Patrick!”, ela chamou, sua voz ecoando de forma sobrenatural. “Venha!” Patrick sentiu uma força invisível puxando-o para frente; ele queria resistir, mas suas pernas se moveram por conta própria. Dentro da mansão, o ar estava denso e frio. Annabel caminhou à frente, mas sua figura começou a se transformar lentamente e, quando alcançou o grande trono no centro da sala, ela não era mais a jovem que Patrick conhecia; havia se tornado uma mulher idosa, com o rosto marcado por séculos de sabedoria e poder. Ela vestia um vestido branco e uma coroa dourada que parecia brilhar. Patrick caiu de joelhos quando um grupo de belas mulheres surgiu do nada, curvando-se diante de Annabel e entoando: “Rainha Mãe do Mar! Rainha Mãe do Mar!”
A voz de Annabel era aguda e imponente. “Patrick!”, ela repetiu sarcasticamente. “O rei das damas! Meu futuro marido! Você acha que pode me usar e depois fugir para sua esposa patética com seus milhões mal adquiridos?” Patrick, ainda de joelhos, tentou falar, mas sua boca se recusou a obedecer. Patrick apertou a garganta como um laço enquanto Annabel se aproximava dele. “Antes de mais nada, deixe-me apresentar-me um pouco. Sou a Rainha Annabel, a Rainha Mãe das Filhas do Mar. Caminho sobre a Terra há 250 anos.” “250 anos?” Ela se inclinou para a frente. “Você sabe o que isso significa?” Patrick apenas balançou a cabeça fracamente enquanto o suor escorria pelo seu rosto. “Significa que conheci milhares de homens como você: gananciosos, arrogantes e tolos, que pensam que podem tirar algo de mim e depois desaparecer.” Ela riu, um som frio que ecoou pela sala. “Vocês todos se acham tão espertos, mas no final sempre pagam o preço. Tento ajudar vocês recusando, porque vocês não têm ideia de que a morte espreita entre as minhas pernas, mas vocês são todos tão teimosos, sempre querem conquistar.”
Patrick finalmente encontrou sua voz, embora fraca e trêmula. “Por favor, Annabel, eu… eu não queria te machucar, eu juro…” “Silêncio!”, ela ordenou, e a voz de Patrick morreu no meio da frase. Ela se endireitou e começou a andar de um lado para o outro lentamente. “Você queria do seu jeito, não é? Eu te disse antes: eu te dei acesso a mim. Nunca durma com outra mulher depois de mim… esse era o nosso pacto.” A mente de Patrick se encheu de pensamentos. Ele se lembrou das primeiras noites juntos, da beleza irresistível dela e daquela estranha e embriagante sensação à qual ele não conseguia resistir. Ela o havia avisado, mas ele não a levara a sério. Afinal, quem acreditava em tais superstições no século XXI? Mas agora, ajoelhado diante dela, impotente, ele percebeu a dimensão do seu erro. “Você é ótimo nos meus termos, Patrick”, continuou Annabelle. “Você é ganancioso porque foi cegado pela sua luxúria e ganância. Tudo o que você viu foi a minha beleza, o meu corpo e os milhões que seus amigos prometeram que você poderia ganhar. Mas me diga, Patrick, você realmente achou que não haveria consequências?”
“Annabelle, por favor!”, implorou Patrick. “Eu farei qualquer coisa, só me deixe voltar para a minha família, para a minha esposa.” Annabelle soltou uma risada sarcástica e zombeteira. “Sua esposa? Esqueça-a, Patrick. Esqueça a sua vida como você a conhecia. Esqueça a sua masculinidade.” Ela estalou os dedos e um vidro transparente e brilhante apareceu, flutuando no meio do caminho à frente de Patrick. Ele piscou, surpreso com a visão, enquanto seu coração batia forte. Dentro do vidro, suspenso como um troféu, estava sua masculinidade. Ele piscou, esperando que fosse uma ilusão ou um truque da luz, mas não era, era real. “Não, não, não, não!”, Patrick chorou. “Sim, Patrick”, disse Annabelle com satisfação. “Eu tenho isso aqui e, enquanto eu tiver, ninguém poderá te salvar, nem sua esposa, nem os médicos.” O grito de Patrick ecoou pela sala. “Annabelle, eu farei qualquer coisa, qualquer coisa que você quiser, só me devolva.” Annabelle se abaixou, aproximando o rosto do dele. Sua expressão era calma, quase como se tivesse pena. Ela repetiu: “Você sabe quantos homens me disseram exatamente essas palavras? E sabe quantos deles realmente as queriam dizer?”
“Eu quero dizer isso mesmo!”, Patrick chorou. “Eu juro, por favor, eu farei o que for preciso.” Annabelle o estudou por um momento. “Muito bem, então, Patrick”, ela finalmente disse. “Se você realmente deseja se redimir, eu lhe darei uma chance, mas saiba que, se você falhar, as consequências serão muito piores do que as que você enfrenta agora.” “Eu não vou falhar”, disse Patrick desesperadamente. “Eu farei o que for preciso.” Annabelle se levantou e acenou com a mão. O copo desapareceu, mas a imagem dele queimou na mente de Patrick. “Sua tarefa é simples”, disse ela. “Você deve me servir por sete anos. Sete anos de completa lealdade. Sem mentiras, sem traição, sem distrações. Se você tiver sucesso, considerarei devolver o que perdeu.” O coração de Patrick afundou. Sete anos? Como ele pôde deixar sua esposa e família por tanto tempo? Mas que escolha ele tinha? “Eu concordo”, disse ele. Annabelle sorriu, mas não havia calor em seu sorriso. “Ótimo, então, levante-se, meu futuro marido. Sua nova vida começa agora.” Enquanto Patrick lutava para se levantar, o quarto começou a mergulhar na escuridão. A voz de Annabelle ecoou em seus ouvidos: “Lembre-se, Patrick, o mar é vasto e implacável. Traia-me novamente e ele o engolirá por inteiro.”
Patrick acordou sobressaltado. Seu corpo estava encharcado de suor. Ele instintivamente levou a mão ao corpo e seus piores medos se confirmaram: sua masculinidade realmente havia desaparecido. Infelizmente, o pesadelo não havia terminado; estava apenas começando. Sandra, que cochilava em uma cadeira próxima, correu para o seu lado. “Patrick, o que foi? O que há de errado?” Patrick estremeceu ao ouvir a voz dela. Virou-se para ela, ainda encharcado de suor. “Não é nada”, murmurou, evitando seu olhar. “Nada?”, perguntou Sandra. “Você está tremendo, Patrick. Olhe para você. Diga-me o que está acontecendo, por favor.” Mas Patrick não conseguia falar. Como poderia dizer? Como ele poderia confessar que seu estado era resultado da traição? Ele havia ido atrás de outra mulher, quebrando todas as promessas que fizera a Sandra, e agora estava pagando o preço final? A vergonha o atingiu como uma onda, deixando-o se sentindo pequeno e impotente. “Estou bem”, ele tentou convencê-la. “Por favor, volte a dormir”, mas Sandra não acreditou. Ela sabia que não devia insistir quando ele estava naquele estado. Observou-o por mais um instante antes de falar: “Preciso de ajuda. Preciso falar com alguém. Você não pode continuar sofrendo assim.”
Na manhã seguinte, Sandra confidenciou à sua melhor amiga, Rita, uma cristã que sempre tinha uma passagem bíblica ou um conselho pronto para qualquer situação. “Sandra”, Rita disse, depois de ouvir a história, “isso não é apenas físico. Acredito que seja espiritual. Há algo que Patrick não está lhe contando. Você precisa consultar alguém que possa ajudá-la a chegar à raiz do problema.” “Quem?”, perguntou Sandra, desesperada por respostas. “Os médicos não têm ideia do que está acontecendo. Eles fizeram todos os exames e nada faz sentido.” “Há um pastor que eu conheço”, disse Rita. “Ele já ajudou pessoas em situações como essa. Mas, Sandra, se Patrick estiver escondendo algo, é algo que ele precisa confessar para se libertar do que quer que o esteja prendendo.” Sandra hesitou. Ela sempre acreditou em oração, mas essa situação parecia além de suas capacidades. Ainda assim, ela não tinha outras opções. “Leve-me até ele, por favor”, disse ela.
Mais tarde naquele dia, Sandra e Rita estavam sentadas no escritório do Pastor Emmanuel. Depois de ouvir os detalhes, o pastor recostou-se na cadeira. “Esta não é uma doença comum”, disse ele. “Seu marido está escondendo algo, algo sério, e até que ele confesse, nenhuma oração ou intervenção médica o salvará.” O coração de Sandra afundou. Ela já suspeitava disso, mas ouvir a confirmação foi como uma facada no peito. “O que eu faço, Pastor? Ele não fala comigo. Ele continua dizendo que não é nada, mas eu sei que é algo sério.” “Você precisa persistir”, disse o Pastor Emmanuel. “Ore por ele, encoraje-o. Só a verdade pode libertá-lo.” Naquela noite, Sandra voltou ao hospital e encontrou Patrick ainda deitado, indefeso, na cama. “Patrick, eu fui ver um pastor hoje.” Patrick virou a cabeça bruscamente em sua direção, com medo nos olhos. “Por que você faria isso?”, perguntou ele. “Porque estou preocupada com você. Os médicos não sabem o que há de errado e você está piorando a cada dia, Patrick. Por favor, se houver algo que você tenha que dizer, diga agora.” “Não quero ouvir falar de nenhum pastor”, Patrick respondeu com raiva. Sandra olhou para ele enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto. “Patrick, olhe para você mesmo, você está definhando. Por favor, se você me ama, se você se importa com a nossa família, me diga a verdade.”
Patrick desviou o olhar. Ele não conseguia. Não suportava a ideia de Sandra saber a verdade, a verdade de que sua traição havia trazido essa maldição sobre ele. Então, ele permaneceu em silêncio dia após dia. O estado de Patrick piorou. Os médicos desistiram, pois seus exames não trouxeram respostas. No entanto, Sandra se recusou a ver seu marido definhar sem lutar, então levou o Pastor Emmanuel ao hospital. Patrick estava deitado na cama, frágil e fraco, quando o pastor entrou. “Patrick”, disse o Pastor Emmanuel, “ainda não posso te ajudar, mas você precisa me encontrar no meio do caminho. Seja o que for que você esteja escondendo, você precisa confessar agora.” Patrick virou a cabeça lentamente, mas seus olhos estavam cheios de medo. “Você não entende”, ele sussurrou. “Se eu te contar, ela vai me matar.” “Quem?”, perguntou Sandra. “De quem você está falando?” Patrick balançou a cabeça. “Ela disse que se eu contasse para alguém, eu morreria.” Sandra estava confusa. “Patrick, o quê? O que você fez?” O Pastor Emmanuel deu um passo à frente. “A verdade tem poder, Patrick. Você deve confiar na proteção de Deus e falar toda a verdade. Ninguém tem poder sobre você se você permanecer na luz.”
Patrick hesitou e seus olhos percorreram a sala como se Annabel pudesse aparecer a qualquer momento. De repente, seu corpo enrijeceu e seus olhos se arregalaram de terror. “Ela está aqui”, ele sussurrou. “Ela, ela…” Antes que pudesse terminar, o corpo de Patrick se convulsionou violentamente. Um vento frio varreu a sala, apagando as velas que o Pastor Emmanuel havia acendido para a oração. Sandra gritou, agarrando o braço do pastor. “Patrick!”, ela chorou. “Patrick, não!” Mas era tarde demais. O corpo de Patrick ficou imóvel, seus olhos fixos no teto. O Pastor Emmanuel ficou ao lado de Patrick. A batalha era demais para ele. As forças que ele enfrentava eram poderosas, mas seu silêncio lhes dava força. Sandra desabou no chão, chorando incontrolavelmente. Se ao menos ele tivesse se aberto, talvez tivesse sido salvo. Mas não, Patrick foi teimoso até a morte. Obrigado por assistir a esta história. Compartilhe seus pensamentos sobre a história comigo e compartilhe as lições que você aprendeu com ela. Compartilhe a história com outras pessoas. Seus entes queridos também devem curtir esta história e se inscrever no canal para mais histórias interessantes. Obrigado e que Deus te abençoe.










