O suspiro da viúva ecoou pela sala, mas o agricultor não parou – Uma História de Cowboy

O suspiro da viúva ecoou pela sala, mas o agricultor não parou – Uma História de Cowboy

Ela se inclinou sobre ele, ofegante. “Ethan, me ame. Me faça sentir viva.” Seus corpos entrelaçados, ritmos lentos alimentando a paixão. “Sim, aí. Não pare.” Ela respirou fundo, as unhas roçando suas costas. O clímax os despedaçou, sussurros de afeto. “Meu coração é seu.”

Na luz crepuscular do sol do Arizona, que se punha baixo sobre o vale de Willow Creek, Ethan Caldwell percebeu que algo estava errado com Eliza Hart. Três meses antes, ele havia contratado a jovem viúva para consertar cercas, cozinhar para os trabalhadores de sua fazenda e cuidar do jardim. Ela era diligente, chegando antes do amanhecer e saindo apenas quando o trabalho estava concluído. Mas ultimamente, sua figura havia se tornado esbelta, suas bochechas pálidas, como se lhe faltasse alimento.

Era uma noite fresca de quarta-feira no final de setembro de 1887, quando Ethan decidiu entregar pessoalmente o salário dela. Uma preocupação persistente o atormentava desde que ela desmaiara enquanto carregava baldes de água dois dias antes, atribuindo a culpa ao calor, apesar de suas dúvidas. Ele percebeu que a fome usava uma máscara diferente. Ele a encontrou na cozinha, embrulhando metade do jantar em panos, comida que suas mãos já haviam devorado.

“Sra. Hart”, chamou Ethan, limpando a garganta ao entrar na sala. “Seu salário.” Eliza exclamou, assustada, quase deixando cair um pacote, e rapidamente o guardou em sua sacola de lona. “Sr. Caldwell, não ouvi direito. Obrigada, senhor.” Ela enxugou as mãos e aceitou as moedas, mas o olhar dele permaneceu na sacola. “Levando comida para casa?” “Você merece.” “Mas você pulou o jantar com os homens.” “Jantei mais cedo”, respondeu ela, rápida demais. “Meu filho Liam está sempre faminto, crescendo como erva daninha.”

Ethan assentiu, embora o olhar evasivo dela dissesse tudo. Viúva há dois anos devido a um acidente na mina em Prescott, Eliza havia se mudado para Willow Creek com Liam, sobrevivendo com a pequena concessão de seu falecido marido. Orgulhosa, ela nunca buscava ajuda. “Como está Liam?” Ethan se apoiou no batente da porta. “Bem, obrigada. Preciso ir. É uma longa caminhada, e detesto deixá-lo depois que escurece.” “Você caminha seis quilômetros e meio por dia. Por que não diz isso? Alguém poderia te carregar.” “Gosto de ter tempo para pensar”, disse ela, apressando-se para sair com a bolsa pesada.

Algo não parecia certo. Ethan esperou dez minutos e então a seguiu discretamente a cavalo. Se sua funcionária estivesse morrendo de fome por orgulho, era problema dele. Ele valorizava sua equipe. Mantendo distância pela paisagem dourada e escura, Ethan observou Eliza virar para uma trilha com arbustos. Desmontando para abafar o som do cavalo, ele chegou à sua casa, uma cabana dilapidada com telhado remendado e paredes esburacadas ao lado de uma horta decadente.

Mas a cena que o deteve foi a de uma dúzia de órfãos, de 5 a 14 anos, reunidos em volta de uma fogueira, maltrapilhos e sujos, perdidos da cidade, vítimas de pestes ou do destino, sem nenhum orfanato. Eliza surgiu com Liam, de nove anos, solene como ela. As crianças se animaram quando ela desfez os pacotes. “A caça está farta esta noite.” De seu ponto de vista rochoso, Ethan a observou distribuir porções generosas. Pão, feijão, carne de porco, torta, mais do que seus homens receberam. Ela deu a Liam uma porção pequena, sem comer nada.

“Mamãe, você está comendo?”, perguntou Liam. “Comi no rancho, querido.” Ela bagunçou o cabelo dele, indicando que ele dividisse com a pequena Mia, que parecia frágil. O coração de Ethan se apertou. Eliza passava fome para alimentá-los. Um menino mais velho mencionou que os moleiros queriam pagamento por adotá-los. “Não,” Eliza insistiu: “Primeiro a escola, depois o trabalho. Vamos dar um jeito.”

Ethan recuou, abalado, voltando para casa em meio à turbulência. Sem dormir, as imagens do sorriso radiante dela o assombravam, exausto, mas terno. O amanhecer o trouxe à cidade. Na mercearia, a viúva Ellis confirmou o desespero de Eliza. Compras mínimas, troca de vegetais, até mesmo oferecendo seu anel. “Sem ajuda da família, e ela alimenta aqueles órfãos. Coração de ouro, mas isso vai matá-la.” O Dr. Harlon revelou a consulta sobre desnutrição de Eliza. Tonturas, fraqueza. Refeições prescritas que ela não pode pagar. O orgulho sela seu silêncio. Liam também está doente por causa disso. Ela lhe dá o pouco que eles têm.

A resolução de Ethan se solidificou. De volta ao rancho, ele planejou de forma sustentável, respeitando a dignidade dela. Seu capataz, Hank, notou a mão que lhe dava extras. Ethan o incumbiu: compre a robusta casa do capataz dos Morrisons. Avalie as melhorias. Contrate um cozinheiro habilidoso com a moradia apresentada como necessidade do negócio. “É para Eliza, Hank.” Ethan sorriu. Bom negócio, com certeza, mas ela estava faminta por órfãos. Coincidência? Ethan sorriu levemente. Oferta legítima. Ela merece.

Duas semanas depois, a casa brilhava. Fogão novo, janelas novas, jardim ampliado, galinhas. Ethan mobilizou os fazendeiros para um fundo para órfãos em Willow Creek, com doações mensais para as necessidades básicas, de olho em uma casa adequada. Aproximando-se de Eliza, que esfregava panelas, ainda mais magra, ele a convidou para seu escritório. Proposta de negócios: cozinheira em tempo integral. “Homens comem mal. Você cuidaria das refeições, suprimentos, US$ 40 por mês, mais a casa, sem aluguel.”

Eliza piscou, lisonjeada, mas prática. “Você provou ser capaz. Operações mais tranquilas, sem passeios.” Tremendo, ela olhou para a casa ensolarada, mobiliada, com o quarto de Liam pronto para a escola. Lágrimas escorreram. “Por quê?” Ethan encontrou seu olhar. “Boas almas não deveriam escolher entre si mesmas e as crianças. Eu vi você naquela noite. Seu sacrifício me comove. Deixe-me ajudar.” Soluçando, ela aceitou. Enquanto apertavam as mãos, uma faísca se acendeu, seu aperto firme persistindo, os olhos dela suavizando.

Naquela noite, depois de se acomodarem, Eliza bateu na porta de Ethan. Liam dormia em sua nova casa. “Não conseguia dormir. Obrigada. De verdade.” Ethan serviu uísque, a conversa se aprofundando. “Você tem uma força que admiro.” Sua mão roçou a dela, um calor crescente. À luz do abajur, ela se inclinou. “Ethan, você nos deu a vida.” Seus lábios se encontraram suavemente, hesitantes, depois fervorosos. Ele a puxou para perto, sussurrando: “Deixe-me te abraçar, Eliza. Chega de solidão.”

Eles foram para o quarto dele, as roupas se desfazendo como fardos. Sob os cobertores, os dedos dele traçaram as curvas dela, redescobrindo a plenitude. “Você é linda”, murmurou ele, beijando o pescoço dela. “Eu queria isso desde que vi seu fogo.” Ela se arqueou contra ele, ofegante. “Ethan, me ame. Me faça sentir viva.” Seus corpos entrelaçados, ritmos lentos construindo paixão. “Sim, aí. Não pare.” Ela respirou fundo, as unhas roçando suas costas. O clímax os despedaçou, sussurros de afeto. “Meu coração é seu.”

Dias depois, Eliza se mudou para lá e sua culinária elevou o nível do rancho. Assados e pães elevavam o moral. Ela florescia com as refeições, esperança nos olhos. Liam se destacava na escola, despreocupado. Ethan a visitava todas as noites no chalé. Numa noite de luar, depois do jantar, ele a puxou para a cama. “Senti sua falta hoje.” Beijos percorreram seu corpo, arrancando gemidos. “Ethan, mais fundo. Oh, Deus.” Ele provocou: “Diga-me o que você deseja.” “Você, todos vocês. Agora.” A união deles era feroz e terna. “Eu amo sua força”, ele gemeu. Depois da felicidade, aconchegaram-se para sempre.

O fundo prosperou. Eliza administrava, organizava refeições, acolhia órfãos, encontrava lares e organizava festas no rancho aos domingos, unindo a todos. Meses depois, na cama de Ethan, depois de fazer amor, tornando-a dominante, cavalgando ondas de prazer, ela chorou: “Ethan, sim, mais forte.” Ele confessou seu passado: a ajuda de um vizinho como Thomas para eles, quando era uma mãe viúva. “Você é minha chance de retribuir.” Ela acariciou o peito dele. “E você me salvou. Te amo.”

A primavera trouxe ajuda do governo para um lar de acolhimento, com Eliza como diretora. O vale se transformou. Festas comunitárias e crianças prosperando. Num pôr do sol no quarto que compartilham agora, com sussurros de casamento se formando, Ethan a penetrou por trás. Mãos nos quadris. “Tão apertado. Amor. Me sinta. Sim. Me sinta. Não se contenha.” Suspiros se misturaram. “Minha Eliza eterna.” Depois, entrelaçados: “Esta vida é nossa.”

Em uma reunião, Ethan fez um brinde. “O coração de Eliza nos transformou. Cuidando além de si mesma.” Ela corou ao lado dele. Enquanto as estrelas giravam sobre Willow Creek, Ethan sorriu. Da curiosidade veio o lar. A compaixão floresceu em amor. A intimidade selando laços. Investimentos em corações renderam as colheitas mais ricas. Juntos, prosperando.