Menino da aldeia rejuvenesceu mulheres idosas

Menino da aldeia rejuvenesceu mulheres idosas – HISTÓRIA COMPLETA


 

 

Kem emergiu, milagrosamente transformada em sua versão mais jovem. A multidão do lado de fora respirou fundo, em êxtase e admiração. A notícia sobre a masculinidade mágica de Baba se espalhou ainda mais rápido, e o coração de Baba tornou-se um centro de intensa atividade. Na pitoresca vila de Iwokoto, aninhada entre colinas ondulantes e florestas exuberantes, vivia um menino chamado Babajide. Desde que aprendeu a andar, Babajide era conhecido por sua preguiça. Diferentemente de outras crianças que ajudavam os pais com entusiasmo nas tarefas domésticas, Babajide preferia comer, brincar e dormir. Sua mãe, Aduni, e seu pai, Balogun, se desesperavam com a falta de ambição do filho. Enquanto seus colegas buscavam água, cuidavam dos campos e aprendiam ofícios, Babajide vagava sem rumo, sempre à procura de um lugar confortável para tirar uma soneca.

Conforme Baba envelhecia, sua reputação se espalhou por toda a aldeia. Os mais velhos balançavam a cabeça em desaprovação, e até as crianças sabiam que era melhor não lhe pedir ajuda. Ele costumava ser visto descansando sob a antiga árvore baobá, evitando qualquer tipo de trabalho. Se fosse enviado para fazer um recado, Babajide invariavelmente voltava atrasado, tendo passado a maior parte do tempo jogando ou cochilando. Sua falta de confiabilidade se tornou motivo de piada recorrente, e muitos moradores da vila se referiam a ele como o inútil. Apesar da crescente preocupação de seus pais, Baba permaneceu indiferente aos seus apelos. Balogun, um fazendeiro respeitado, costumava lamentar-se com sua esposa: “O que será do nosso filho, Aduni? Ele envelhece, mas não tem habilidades, não tem ética de trabalho. Como ele sobreviverá quando não estivermos mais aqui?”. O coração de Aduni doeu por seu filho. “Temos que continuar tentando, meu marido”, insistiu ela. “Talvez ele mude com o tempo. Não devemos desistir dele.”

Em seu desespero, os pais de Baba abordaram vários artesãos da aldeia, implorando-lhes que aceitassem seu filho como aprendiz: o ferreiro, o oleiro, o tecelão. Inicialmente, todos concordaram, mas acabaram mandando Baba embora depois de testemunharem sua preguiça em primeira mão. Ninguém queria perder tempo com alguém que parecia incapaz de se esforçar. Um dia, após mais uma tentativa frustrada de encontrar um mentor para Babajide, Balogun e Aduni sentaram-se em sua cabana, desanimados. “O que mais podemos fazer?”, Balogun perguntou, com a voz carregada de desespero. Aduni suspirou pesadamente. “Devemos continuar a orar e a ter esperança. Talvez algo ou alguém apareça para mudar o coração dele.” O pai de Babajide, Balogun, decidiu dar-lhe a sua própria cabana para que pudesse viver sozinho. Provavelmente, ele estava demasiado confortável a viver com eles e talvez conseguisse adaptar-se a viver por si próprio.

Uma noite, enquanto Babajide voltava para casa depois de jogar damas com os amigos e beber vinho de palma, deparou-se com uma velha senhora a lutar com uma carga pesada. Estava curvada, o seu corpo frágil a tremer com o esforço de carregar o seu fardo. Ao ver Babajide, chamou: “Jovem, por favor, ajude-me com a minha carga.” Babajide olhou para ela com desdém. “Por que razão eu o faria? Estou cansado e não tenho forças para carregar as suas coisas.” A velha senhora, relutante em desistir facilmente, fez uma proposta tentadora. “Se me ajudares, dar-te-ei uma lembrança em agradecimento, algo que poderá ser valioso para ti.” A curiosidade de Babajide foi despertada. Pensou no dinheiro ou nos bens que ela lhe poderia dar, algo que pudesse usar para se entregar a mais vinho de palma e jogos. Relutantemente, ele concordou. “Tudo bem, eu a ajudarei, mas só porque você prometeu me recompensar.” Resmungando, ele colocou a carga da velha no ombro e a seguiu.

O caminho era longo e sinuoso, levando-os para longe do centro da aldeia. Enquanto caminhavam, a velha falava de tempos antigos, de espíritos e magia. Mas Babajide prestava pouca atenção, ansioso para concluir a tarefa e receber sua recompensa. Quando finalmente chegaram à sua modesta cabana na orla da floresta, a velha o agradeceu profusamente. “Você foi muito gentil, jovem. Como prometido, aqui está sua recompensa.” Ela lhe entregou uma única noz de cola. Babajide olhou para a noz incrédulo. “Esta é a minha recompensa, uma noz de cola? Para que me serve?” A velha sorriu enigmaticamente. “Esta noz de cola é especial. Coma-a e você será abençoado.” Frustrado e sentindo-se enganado, Baba guardou a noz no bolso sem dizer mais nada e voltou para casa, resmungando baixinho. Mal sabia ele que aquele encontro aparentemente insignificante desencadearia uma série de eventos que mudariam sua vida para sempre.

Os dias se passaram e Babajide logo se esqueceu da velha senhora e de seu peculiar presente. Sua vida continuou como antes, repleta de ociosidade e evitando qualquer tipo de trabalho. Certa noite, após uma sessão particularmente indulgente de vinho de palma, Baba cambaleou para casa, com os pensamentos confusos e desconexos. Enquanto procurava algo nos bolsos, seus dedos roçaram na noz. Em seu estado de embriaguez, lembrou-se das palavras da velha senhora: “Coma e você será abençoado”. Babajide zombou da lembrança, mas, impulsionado por uma combinação de curiosidade e bravata embriagada, decidiu comer o fruto. Tinha um gosto amargo e terroso, mas ele o terminou rapidamente, na esperança de que ao menos o deixasse um pouco mais sóbrio. Com isso, desabou em seu tapete e caiu em um sono profundo.

Na manhã seguinte, Baba acordou sentindo-se surpreendentemente revigorado. A habitual névoa de preguiça parecia ter se dissipado, substituída por uma peculiar sensação de energia. Contudo, conforme o dia avançava, um tipo diferente de inquietação tomou conta dele. Um desejo poderoso, quase avassalador. Era diferente de tudo que ele já havia sentido antes. Ele estava com um desejo sexual incomum. Apesar de não ter dinheiro, Baba se viu vagando em direção aos arredores da vila, onde as prostitutas locais exerciam sua profissão. Essa era uma área que ele frequentava, apesar de sua habitual falta de recursos. Hoje, porém, seu desespero era palpável. Ao se aproximar das mulheres, ele se deparou com a rejeição de sempre. Nenhuma estava disposta a atendê-lo sem pagamento, e sua reputação de pobre não ajudava em nada.

Quando Babajide estava prestes a desistir, uma mulher mais velha chamada Madame Shade se aproximou dele. Ela era conhecida entre os moradores da vila, mas raramente encontrava clientes devido à sua idade. Vendo o desespero de Baba, ela teve pena dele. “Jovem, parece que você precisa de companhia. Venha comigo. Hoje não cobrarei nada.” Aliviado e ansioso, Baba seguiu Madame Shade até sua cabana. Ela o recebeu calorosamente e, após o encontro, Baba caiu em um sono profundo. Horas depois, Madame Shade o acordou gentilmente, insistindo para que ele saísse antes que alguém percebesse. Sonolento, Babajide se levantou, mas algo estava diferente. Ao olhar para Madame Shade, sentiu uma estranha sensação de desorientação. “Quem é você?”, perguntou Babajide, genuinamente perplexo.

Madame Shade riu, pensando que era uma brincadeira. “Sou eu, Madame Shade. Já se esqueceu?” Mas a confusão de Baba era real. “Não, você não entende. Quem é você e onde está Madame Shade?” O riso da mulher se dissipou ao perceber que ele falava sério. Ela se virou para um pequeno espelho pendurado na parede e engasgou. Refletido em seu rosto não estava o de uma mulher mais velha, mas o de sua versão mais jovem, radiante e cheia de vida. “O que você fez?”, sussurrou ela, surpresa. “Como isso aconteceu?” Baba balançou a cabeça, igualmente perplexo. “Eu não sei. Eu não fiz nada.” Madame Shade, agora jovem novamente, abraçou Baba com alegria. “Você me devolveu a juventude. Isso é um milagre.” Grata e radiante de alegria, ela cobriu Babajide de presentes, comida, dinheiro e muito mais.

Babajide aceitou tudo, mas sua mente estava em outro lugar. Ele lutava para compreender o que acabara de acontecer. Enquanto caminhava para casa, carregado com sua riqueza recém-adquirida, ponderava sobre a estranha reviravolta dos acontecimentos. Na manhã seguinte, Baba acordou com uma comoção do lado de fora de sua cabana. Espiando, ficou chocado ao ver uma longa fila de mulheres mais velhas, todas ansiosas e animadas, esperando por ele. A notícia sobre a transformação de Madame Shade e a masculinidade mágica de Babajide havia se espalhado rapidamente. E agora todas queriam o mesmo milagre. Babajide percebeu, com uma mistura de temor e excitação, que possuía um dom raro e poderoso, um que poderia mudar sua sorte para sempre. Contudo, enquanto olhava para os rostos ansiosos das mulheres, não conseguia se livrar de uma persistente sensação de inquietação. O que a velha senhora lhe dera? E qual seria o preço que ele pagaria por esse poder recém-adquirido?

A fila de mulheres do lado de fora da cabana de Baba se estendia por uma grande distância, cada uma clamando por uma chance de recuperar sua juventude. A notícia da transformação de Madame Shade se espalhou por toda parte. E agora, todas as mulheres com mais de 40 anos queriam um pedaço do milagre. Babajide, que fora o palhaço da vila por anos, agora se via no centro das atenções, embora não pelos motivos que jamais imaginara. Baba logo percebeu o potencial de seu dom recém-descoberto. E se ele pudesse transformar esse estranho poder em um negócio? A ideia era ao mesmo tempo tentadora e assustadora. Ele sempre fora preguiçoso, mas agora, impulsionado pela promessa de riqueza e pela agilidade das mulheres, encontrou um novo propósito. Ele cobraria por seus serviços, garantindo que pudesse continuar vivendo com conforto e luxo.

A primeira mulher da fila era uma viúva chamada Kem, já com mais de 50 anos, que outrora fora conhecida por sua beleza. Ela deu um passo à frente, os olhos cheios de esperança e desespero. “Baba, por favor, me ajude. Eu lhe darei tudo o que você quiser.” Babajide assentiu, tentando manter uma fachada de seriedade. “Vai lhe custar, Kem. Eu não faço isso de graça.” Kem concordou ansiosamente, entregando-lhe uma pequena bolsa com moedas e alguns alimentos. Babajide a conduziu para dentro e, após um breve encontro, Kem emergiu, milagrosamente transformada em sua versão mais jovem. A multidão do lado de fora prendeu a respiração, maravilhada e entusiasmada. A notícia sobre a masculinidade mágica de Baba se espalhou ainda mais rápido, e a cabana de Baba se tornou um centro de atividades.

Mulheres de aldeias vizinhas começaram a chegar, cada uma trazendo presentes e pagamentos em troca do serviço único de Babajide. Ele não era mais o preguiçoso inútil; agora era visto como um salvador, um fazedor de milagres. Com sua riqueza recém-adquirida, o estilo de vida de Babajide mudou drasticamente. Mudou-se para uma cabana maior, decorou-a com os melhores móveis e contratou servos para atender às suas necessidades. Vestia as melhores roupas e se deliciava com as melhores comidas e vinhos. Vivia como um rei. Mas, à medida que seus negócios prosperavam, Babajide não conseguia se livrar da sensação de que algo estava errado. Lembrou-se da velha senhora e de sua promessa enigmática de uma bênção. E se esse presente tivesse consequências que ele ainda não havia considerado?

Na noite seguinte a mais um dia bem-sucedido transformando mulheres, Baba decidiu visitar a cabana da velha em busca de respostas. Sob a proteção da escuridão, dirigiu-se à orla da floresta onde havia ajudado a velha com sua carga. Mas, ao chegar, ficou chocado ao encontrar a cabana desaparecida. O terreno onde ela ficava estava plano e vazio, sem nenhum sinal da moradia ou da mulher. Babajide vasculhou a área freneticamente, chamando pela velha, mas não obteve resposta. Confuso e um pouco assustado, Babajide voltou para casa. O mistério da velha e da noz de cola o perturbava profundamente. Ele não conseguia deixar de se perguntar o que havia desencadeado e o que o futuro lhe reservava.

Deitado na cama, Babajide refletia sobre sua vida e as escolhas que fizera. Passara de um menino preguiçoso e irresponsável a um homem com um dom estranho e poderoso. Mas com grande poder vinha grande responsabilidade, e Babajide começava a entender que suas ações tinham consequências. Mal sabia ele que o verdadeiro preço de seu dom ainda estava por vir, e os eventos que se seguiriam testariam seu caráter, sua coragem e sua própria alma. Babajide acordou certa manhã sentindo-se fraco. Seu corpo doía e seu coração estava pesado. Ao sair, seus servos o olharam estranhamente. Um deles, Akin, hesitou antes de falar: “Mestre, o senhor parece tão velho.” “Velho?” Babajide correu para o espelho polido em sua cabana e engasgou. Seu rosto, antes jovem, agora estava enrugado e frágil. Seus cabelos haviam embranquecido e suas mãos tremiam como as de um homem muito velho.

O pânico o invadiu. Como isso poderia acontecer? Cambaleou de volta para dentro e pensou em todas as mulheres que havia transformado. Seria possível que, cada vez que restaurava a juventude delas, ela viesse de sua própria vida? Enterrou o rosto nas mãos, lágrimas escorrendo pelas bochechas. Sua riqueza, sua fama, nada disso importava agora. Ele estava envelhecendo rapidamente e, se isso continuasse, ele morreria. Desesperado, Baba retornou à beira da floresta onde a cabana da velha mulher ficava, mas o local continuava vazio. Assim que se virou para ir embora, viu uma criança, não mais alta que sua cintura, vestida com uma capa branca. Os olhos da criança brilhavam como a lua, e sua voz era gentil, porém firme. “Por que você procura a velha?”, perguntou o menino.

Babajide caiu de joelhos. “Preciso da ajuda dela. Ela me deu um dom, mas está me matando. Por favor, você sabe onde ela está?” O olhar do menino era penetrante. “Você sabe o que fez, Babajide? Cada vez que você deu juventude a uma mulher, ela veio da sua própria força vital. A velha o avisou, mas você usou mal o dom dela. Agora você está pagando o preço.” A voz de Baba tremia. “Por favor, eu não entendi. Diga-me onde encontrá-la. Implorarei por seu perdão.” O menino suspirou e apontou para as colinas distantes. “A jornada não será fácil, mas se você realmente busca a redenção, você a encontrará lá.” Sem demora, Babajide começou sua jornada. O caminho era árduo. Arbustos espinhosos rasgavam sua pele, e o sol escaldante castigava-o. Seu corpo frágil lutava, mas ele prosseguia, impulsionado pela esperança de salvar a própria vida.

Após dias de viagem, chegou a uma caverna na base das colinas. Lá dentro, a velha estava sentada junto a uma fogueira crepitante, o rosto calmo, porém severo. “Você voltou para mim, Babajide”, disse ela sem levantar os olhos. “Por quê?” Babajide prostrou-se a seus pés. “Eu fui um tolo. Usei mal o seu dom. Por favor, me perdoe. Diga-me como consertar as coisas.” A velha o observou por um longo momento. “Sua ganância e preguiça o trouxeram até aqui. Mas lhe darei uma escolha. Você pode permanecer velho e morrer em breve, ou pode abrir mão de tudo o que tem, sua riqueza, seu conforto, e recomeçar como um homem honesto. A escolha é sua.”

Baba chorou. Pensou em suas riquezas, seus servos e na vida de facilidades que conhecera. Mas de que adiantavam essas coisas se ele não viveria para desfrutá-las? “Abrirei mão de tudo”, sussurrou. “Começarei uma nova vida.” A velha assentiu com a cabeça. “Muito bem”, disse ela, entregando-lhe uma cabaça cheia de um líquido amargo. “Beba isto e sua vida será restaurada. Mas lembre-se: esta é a sua segunda chance. Não desperdice isso.” Babajide bebeu a poção. Instantaneamente, sentiu um calor se espalhar por seu corpo. Sua força retornou e seu rosto rejuvenesceu. Mas, ao voltar para a aldeia, sua cabana, suas riquezas e até mesmo seus servos haviam desaparecido. Restou-lhe apenas a roupa do corpo. Daquele dia em diante, Babajide trabalhou arduamente como agricultor, plantando inhame e cuidando de seus campos. Aprendeu o valor da honestidade e do esforço. Embora sua vida fosse simples, era repleta de paz e propósito. E assim, Baba se tornou um novo homem, um lembrete vivo para os aldeões dos perigos da ganância e do poder da redenção.