CORSET 😱😱 Porque é que nenhuma mulher deveria alguma vez experimentar isso

Numa pequena cidade vivia uma garota chamada Adur. Adur era conhecida por toda parte não apenas por sua pele impecável e radiante ou por seu sorriso gentil e encantador, mas também por sua obsessão por moda. Ela não era apenas uma fã de moda, ela era sua serva devota; a moda era sua vida. Ela rolava a tela do celular sem parar, pulando de uma roupa da moda para outra, sonhando com como ficaria em cada peça. No momento em que via um vestido que lhe chamava a atenção, ela não descansava até que fosse seu. Ela gastava seu último centavo em roupas sem pensar duas vezes. Se uma vendedora no Instagram postasse um vestido novo às 23h, ela o compraria imediatamente. Adur seria a primeira a comentar “quanto, por favor”; na manhã seguinte ela já teria enviado o pagamento, aguardando ansiosamente a entrega de seu mais recente tesouro.
Mas a moda não era sua única obsessão; Adur amava comida tanto quanto, ou até mais. Era quase como se seu coração estivesse no ritmo dela, transparecendo sempre que você via Adur; sua boca estava ocupada mastigando algo, fosse biscoito, chocolate, amendoim ou algo frito. Adur sempre tinha um lanche na mão; se não tivesse, seus amigos brincavam: “Você está bem? Onde está a comida?”. E Adur ria e vasculhava sua bolsa, tirando um pacote de biscoitos. “Ah, não posso decepcionar vocês agora!”, dizia com um sorriso. Ela tinha um amor especial por suya e chawama; todas as noites, não importava o quão cheia estivesse, ela pedia suya ou chawama para completar o dia.
Apesar de seu apetite insaciável, a figura de Adur era perfeita: sua cintura fina, quadris largos e pele impecável deixavam todos se perguntando como ela conseguia se manter assim. As pessoas a admiravam por isso, algumas a invejavam, outras não conseguiam evitar fofocar: “Como ela come tudo isso?”. Adur continuava comendo besteiras e permanecendo assim. Sua mãe, OB, não achava graça. OB amava Adur profundamente, mas se preocupava constantemente com a saúde da filha. “Adur, você não pode continuar comendo assim. Você sabe quanto açúcar consome por dia? Sabe o que está fazendo com o seu corpo?”, dizia ela. “Mamãe, esquece isso”, Adur respondia com uma risada travessa. “Nada vai me acontecer. Olha só para mim agora! Não estou perfeita? Mamãe, a vida é muito curta para não aproveitar uma boa comida.” OB suspirava profundamente e balançava a cabeça. Às vezes, ela tentava medidas drásticas, como se recusar a cozinhar para Adur ou trancar a despensa, mas Adur sempre dava um jeito. Com o próprio dinheiro, ela comprava arroz frito, frango grelhado, sorvete e tudo o que seu coração desejasse.
Seu amor por comida e moda remontava à sua infância. Adur era filha única de OB e CH. Eles esperaram anos por um filho, suportando lágrimas, orações e visitas a todos os pastores, terapeutas e médicos que conseguiam encontrar. Quando Adur finalmente nasceu, tornou-se o mundo inteiro deles. OB e CH se tornaram tudo para sua filha. Tudo o que Adur queria, eles davam. Seus sorvetes, biscoitos, sapatos, vestidos… se ela estendesse as mãozinhas e dissesse “mamãe, eu quero isso”, OB compraria sem hesitar, mesmo quando os vizinhos a alertavam dizendo que aquela criança estava ficando mimada, que não se podia dar tudo o que ela queria. Eles ignoravam; ela era só um bebê, e respondiam com um sorriso: “Vamos ensiná-la a ter disciplina mais tarde; por enquanto, deixe-a aproveitar”. Mas o “mais tarde” nunca chegava. E conforme Adur crescia, crescia também seu apetite por tudo o que desejava. Ela adorava a atenção e a admiração que recebia dos outros, especialmente quando estava vestida com as roupas da moda ou comendo seus lanches favoritos.
Certa manhã de domingo, Adur entrou na igreja usando um vestido rosa brilhante com brincos e sapatos combinando. Ela graciosamente caminhou até seu lugar. Adur adorava essa reação, o silêncio, a admiração que as pessoas lhe demonstravam por onde passava, enquanto o coral cantava e o pregador fazia seu sermão. Alguém chamou a atenção de Adur. Do outro lado do olhar, estava uma senhora usando o vestido mais deslumbrante que Adur já vira. Era um vestido estilo princesa, perfeitamente ajustado para realçar cada curva da figura da senhora. O design era intrincado, com padrões de renda no corpo e uma saia esvoaçante que brilhava sob a luz. Adur não conseguia tirar os olhos do vestido. Seu coração se encheu de alegria ao pensar em como ficaria incrível com aquela roupa. Ao final da cerimônia, ela já havia se decidido: precisava daquele vestido.
Assim que o padre disse “vão em paz”, Adur saltou da cadeira e se aproximou da senhora. “Com licença, você está linda”, disse Adur com voz doce e ansiosa. A senhora se virou para ela com um sorriso caloroso. “Oh, obrigada! Eu não conseguia parar de admirar seu vestido”, continuou Adur. “Onde você o comprou? Nunca vi nada igual.” A senhora deu uma risadinha. “Minha costureira fez para mim. Chama-se vestido CET.” “Uau, é deslumbrante! E quanto custou?” A senhora fez uma breve pausa antes de responder: “250.000 nairas.” Os olhos de Adur se arregalaram em descrença. “250.000 nairas?”, exclamou. Ela não conseguia encontrar palavras para descrever o quão caro era. “Você é mesmo uma mulher rica!” “Oh”, riu a senhora. “Bem, qualidade tem seu preço, mas acredite, vale a pena.” Adur pegou o número de contato da costureira ansiosamente, já se imaginando com o vestido. “Muito obrigada!”, disse ela, radiante de entusiasmo.
Quando Adur chegou em casa, não conseguia parar de pensar no vestido. Sentou-se na cama, encarando o número no celular. O preço era exorbitante, mais do que jamais gastara em uma única peça de roupa. Mas a ideia de usar aquele vestido da CET a encheu de determinação. Ela saiu do quarto roendo as unhas, tentando descobrir como comprá-lo. “Talvez se eu economizar aos poucos”, pensou, “consigo comprá-lo em alguns meses”. E assim Adur começou sua missão. Ela apertou o cerco nos gastos, exceto quando se tratava de comida, e começou a guardar dinheiro para o vestido dos seus sonhos. Por mais bonita que fosse, Adur tinha muitos admiradores. Os homens frequentemente a cobriam de elogios, presentes e dinheiro na esperança de conquistar seu coração. Adur, no entanto, não estava interessada em amor ou relacionamentos; ela só se interessava pelo dinheiro deles e investiu tudo no vestido imaginário.
Um dia, enquanto Adur caminhava pela rua até uma loja para comprar alguns lanches, ela encontrou uma velha amiga chamada Uuma. Era uma tarde ensolarada e o ar cheirava a milho assado de um vendedor próximo. Adur cantarolava uma melodia, pensando no que compraria — talvez alguns chips de banana-da-terra e um refrigerante gelado — quando ouviu alguém gritar: “Adur, é você?”. Ela se virou e viu Uuma acenando para ela do outro lado da rua. Os olhos de Adur brilharam de animação. “Meu Deus, quanto tempo!”, exclamou, correndo para abraçar a amiga. As duas ficaram conversando por um tempo, suas risadas ecoando pela rua movimentada. Elas eram amigas de infância, mas haviam perdido contato depois que Uuma se mudou para outra cidade. Agora, se reencontrando depois de tantos anos, não conseguiam parar de sorrir. “Tenho tanta coisa para te contar”, disse Uuma, com o rosto radiante de alegria. “Adivinha? Vou me casar mês que vem e fazer o registro civil!”, disse Uuma, levando a mão à boca. “O quê? Você está falando sério? Isso é incrível! Parabéns!”, disse Adur, radiante. “E eu quero que você faça parte do meu cortejo.” “Você tem que dizer sim!”, Adur não hesitou. “Claro que estarei lá! Não perderia isso por nada neste mundo.”
Alguns dias depois, a costureira enviou o tecido para o casamento. Quando Adur recebeu o material, segurou-o e admirou o tecido macio e brilhante. Era uma rica renda amarela que cintilava quando a luz a atingia no ângulo certo. “Isso é tão lindo”, sussurrou Adur para si mesma, já imaginando o quão deslumbrante ficaria. Então, percebeu: “É isso!”, pensou. “Esta é a ocasião perfeita para usar meu vestido CET.” Seu coração deu um salto ao perceber que suas economias finalmente estavam completas. Ela marcou um horário e foi à loja no dia seguinte com seu tecido. A costureira, uma mulher de meia-idade com um olhar apurado para detalhes, mediu Adur de todos os ângulos, anotando as medidas. “Não se preocupe”, assegurou a costureira, “você ficará como uma rainha neste vestido.” Adur deu um suspiro tão largo que suas bochechas coraram. Ela saiu da loja sentindo-se como se já fosse a estrela do casamento.
Alguns dias depois, a costureira ligou para dizer que o vestido estava pronto para a primeira prova. Quando Adur chegou à loja e viu o vestido, ficou sem palavras. Era tudo o que ela havia sonhado e muito mais. O corte apertou a cintura com força, e o detalhe brilhava com elegância. Adur vestiu o vestido e, ao se olhar no espelho, não conseguia parar de se admirar. “É perfeito”, sussurrou, passando as mãos pelo tecido. Após alguns pequenos ajustes, o vestido estava pronto. Adur mal podia esperar para usá-lo no casamento. Passou os dias seguintes comprando acessórios que combinassem: brincos de ouro, um tecido brilhante e sapatos de salto alto. Ela até marcou um horário no salão para a manhã do casamento.
Finalmente, o grande dia chegou. Adur acordou cedo, sua animação transbordando como uma panela de sopa. Fez um penteado com cachos suaves e pintou os lábios com um batom vermelho vibrante. Quando vestiu seu vestido e adicionou os acessórios, parecia ter saído de uma revista de moda. Ao chegar ao local do casamento, todos não conseguiam parar de olhar. As pessoas cochichavam entre si: “Quem é ela? Seu vestido é deslumbrante!”. Outras se aproximaram para elogiá-la. Adur retribuiu a atenção que sempre adorou; ela era o centro das atenções e hoje se sentia imparável.
Antes mesmo do início oficial da recepção de casamento, o serviço de buffet começou a organizar a comida e as bebidas em um canto do salão. Os olhos de Adur se atraíram para as bandejas de arroz frito, batatas fritas, frango grelhado e pratos fumegantes de inhame pilado com sopa de legumes. Havia também travessas de docinhos, cupcakes e garrafas de refrigerante. Sua boca salivou instantaneamente. Ela tentou se concentrar na programação do casamento, mas seus olhos se desviaram para a comida. Finalmente, ela não conseguiu resistir por mais tempo. “É um casamento”, pensou ela, “a comida é para ser comida”. Ela pegou o prato e foi direto para o arroz frito e o frango. Os temperos fizeram cócegas em seu nariz quando ela deu a primeira mordida, apreciando os sabores. Depois de terminar, ela passou para os docinhos: samosas, bolinhos, rolinhos primavera. Ela comeu todos e então veio o inhame pilado com sopa, seguido por uma fatia de bolo. Outros convidados começaram a notar o quanto Adur estava comendo, especialmente considerando o vestido justo que ela estava usando. Uma senhora mais velha e preocupada se aproximou dela e disse: “Minha querida, você deveria comer mais devagar. Esse vestido que você está usando é…” “Muito apertado, não coma demais”, Adur acenou para ela com uma risada. “Ah, mamãe, não se preocupe, é um casamento e a comida está deliciosa, deixe-me aproveitar.”
Depois de tomar um refrigerante gelado, Adur recostou-se na cadeira, sentindo-se satisfeita e cheia. Ela sorriu para si mesma, pensando que aquele dia não poderia ficar melhor. Logo chegou a hora dos noivos fazerem sua grande entrada no salão de recepção, acompanhados por seu grupo. A música estava alta e a multidão se divertia enquanto as mulheres se alinhavam, prontas para dançar com o casal. Adur ainda estava terminando sua bebida quando viu suas companheiras entrando no salão. Seus olhos se arregalaram. “Oh, não!”, murmurou, rapidamente largando o copo e correndo para se juntar a elas. Enquanto a música tocava, Adur dançou com toda a sua energia. Ela rebolou os quadris e bateu palmas no ritmo. A multidão aplaudiu ainda mais alto, adorando a energia que ela trazia para a procissão.
Mas, enquanto dançava, começou a sentir um estranho desconforto no estômago. A princípio, ignorou, pensando que era apenas o vestido apertado pressionando sua barriga cheia, mas então começou a se sentir tonta. Adur ficou apreensiva por um momento, mas ignorou, determinada a continuar dançando. De repente, a dor em seu estômago se intensificou. Ela parou no meio do passo, sentindo a dor na lateral do corpo. Antes que alguém pudesse perguntar o que havia de errado, Adur se curvou e começou a vomitar. O salão ficou em silêncio enquanto as pessoas corriam em sua direção. Momentos depois, ela desabou no chão, inconsciente. A atmosfera alegre do casamento se transformou em caos. Todos gritavam e corriam para tentar ajudar. Os noivos ficaram paralisados, seus sorrisos substituídos por preocupação. “Alguém chame uma ambulância!”, alguém gritou.
Adur foi levada às pressas para o hospital. Seu vestido ainda estava colado ao corpo quando o médico a examinou. O diagnóstico chocou a todos: o vestido estava muito apertado, restringindo a passagem dos alimentos pelos intestinos. Isso, combinado com a grande quantidade de comida que ela havia ingerido, fez com que ela vomitasse e perdesse a consciência. Seus intestinos haviam sofrido uma lesão grave devido ao aperto. “Ela precisa de uma cirurgia de emergência”, disse o médico, gravemente. “Temos que agir rápido para salvar sua vida.” Quando os pais de Adur chegaram ao hospital e ouviram a notícia, ficaram devastados. OB chorou incontrolavelmente, culpando-se pela forma como Adur havia crescido. “Se ao menos tivéssemos ouvido nossos vizinhos quando ela era pequena”, disse OB. “Se ao menos não a tivéssemos mimado tanto…” CH apertou o rosto, pálido de medo. “Não podemos perdê-la”, ele sussurrou.
Os médicos trabalharam incansavelmente para salvar a vida de Adur. Após horas de cirurgia, conseguiram estabilizar seu quadro. Levou meses para Adur se recuperar completamente, mas durante esse tempo ela teve bastante tempo para refletir sobre suas escolhas. Quando finalmente saiu do hospital, era uma pessoa transformada. O médico a havia alertado sobre como comer com moderação e evitar roupas excessivamente apertadas. Adur não precisava de mais avisos; ela havia aprendido a lição da maneira mais difícil. Daquele dia em diante, Adur adotou hábitos alimentares saudáveis e evitou comer demais. Ela nunca ousou esquecer sua experiência desagradável com o vestido apertado e os perigos da gula.










