3 instrumentos de tortura utilizados exclusivamente pela Inquisição Espanhola em mulheres que o vão chocar | Espíritos Medievais

3 instrumentos de tortura utilizados exclusivamente pela Inquisição Espanhola em mulheres que o vão chocar | Espíritos Medievais

À luz bruxuleante de velas em uma masmorra em 1567, um grito quebrou o silêncio, não o de um criminoso, mas o de uma mãe chamada Maria Gonzalez. O crime que ela cometeu não foi assassinato nem roubo. Ela havia ensinado suas filhas a ler. Conforme o inquisidor se aproximava com suas garras de ferro incandescentes, Maria não fazia ideia de que estava prestes a se tornar apenas mais uma estatística em uma guerra que a história tentou enterrar por 400 anos. O cheiro de enxofre e sangue rançoso invadiu suas narinas, um alerta sensorial de que ela havia entrado em um reino onde a misericórdia não existia.

Isso não foi apenas uma punição, foi uma forma de apagar tudo. A Igreja Católica não queria apenas que ela se confessasse. Eles queriam destruir a identidade dela como mulher, mãe e pensadora. Procuraram fazer dela um exemplo, provando que qualquer mulher que ousasse se instruir pagaria por esse conhecimento com a própria carne. A Inquisição não foi uma cruzada religiosa. Foi uma campanha de extermínio com motivação de gênero, uma máquina construída para esmagar o espírito feminino sob o peso do ferro e do dogma.

Somos ensinados que a Inquisição caçava hereges. Mas os números contam uma história diferente. 60% das vítimas eram mulheres. Por quê? Porque as mulheres detinham as chaves das coisas que a igreja mais temia: educação, medicina e o poder da própria vida. Os instrumentos de tortura que você está prestes a ver não foram projetados para homens. Foram projetados com uma precisão ginecológica doentia para atingir a anatomia feminina, transformando a biologia da mulher em sua própria pior inimiga.

Essas máquinas foram testadas e aprimoradas ao longo de décadas, criando uma ciência do sofrimento que explorava especificamente o limiar da dor feminina. Esses não eram instrumentos de justiça. Elas eram instrumentos de uma misoginia profundamente enraizada que considerava a independência feminina um pecado pior do que a adoração ao diabo. Mas a igreja cometeu um erro. Eles pensavam que, queimando os corpos e escondendo os registros, poderiam matar a verdade. Eles estavam errados. Hoje, abriremos os cofres lacrados para revelar os três dispositivos que comprovam que a Inquisição foi uma guerra contra as mulheres.

Voltemos à cela de Maria e ao dispositivo que a destruiu: o dilacerador de seios ou mammary suplesium. Imagine um conjunto de quatro garras de ferro aquecidas até brilharem em um tom laranja furioso. O inquisidor não mirou no coração nem na cabeça. Ele mirou no seio, símbolo da maternidade e do cuidado. Com um movimento mecânico e frio, as garras se cravaram na carne e foram arrancadas violentamente. O calor intenso cauterizaria a ferida instantaneamente, aprisionando a infecção em seu interior e garantindo uma recuperação lenta e agonizante que poderia durar meses. A dor era insuportável, uma agonia lancinante que deixaria a mulher permanentemente desfigurada e incapaz de amamentar um filho novamente.

Os próprios registros da igreja, mantidos em segredo por séculos, revelam a crueldade psicológica por trás disso. Os inquisidores sussurravam: “Confesse ou você nunca mais alimentará outra criança.” Era uma ameaça que atingia o âmago da identidade de uma mulher. Maria, assim como milhares de outras pessoas, confessou crimes que não cometeu apenas para impedir os incêndios. Ela preferia se rotular como herege a perder o vínculo físico com seus filhos, um sacrifício com o qual os inquisidores contavam. Ela admitiu a heresia, mas seu verdadeiro crime aos olhos deles foi possuir um corpo capaz de gerar vida, um poder que eles desejavam desesperadamente controlar.

O aparelho para rasgar seios era horrível, mas era rudimentar. O dispositivo seguinte era muito mais sofisticado, uma obra-prima da engenharia sádica, concebida para usar a resistência da mulher contra ela mesma. Eles chamavam aquilo de berço da aranha. O nome soa quase suave, mas a realidade era um pesadelo de física e dor. A vítima foi despida, teve as mãos acorrentadas nas costas e foi içada sobre um assento em forma de pirâmide com uma ponta de ferro afiada no topo. Ela foi abaixada lentamente até que a ponta encostasse em sua área mais íntima. Seus músculos gritavam enquanto ela tentava se sustentar, mas eventualmente o cansaço a vencia e a gravidade a empalava na estaca. Não havia como sentar, não havia como ficar de pé, não havia como descansar. A gravidade tornou-se a torturadora, afundando lentamente a cunha em seu corpo a cada segundo de exaustão.

Os historiadores outrora pensavam que este dispositivo era um mito, uma fantasia sombria. Mas, em 2019, um manual perdido foi encontrado nas paredes da Catedral de Toledo, descrevendo os tormentos específicos infligidos às mulheres. O texto detalhava o ângulo exato da ponta e observava, com um distanciamento arrepiante, que as mulheres, preparadas para o parto, podiam suportar essa dor por dias, enquanto os homens desmaiavam em poucas horas. O manual até sugeria lavar a ponta com vinagre e sal entre os usos, não por higiene, mas para aumentar a agonia da picada para a próxima vítima. Eles instrumentalizaram a resiliência biológica da mulher, transformando sua força em uma sentença prolongada de sofrimento. As parteiras eram o principal público-alvo desse dispositivo. Mulheres que conheciam os segredos do corpo, que podiam aliviar a dor e trazer vida, eram vistas como ameaças ao monopólio da Igreja sobre os milagres.

Mas se o berço quebrava o corpo, o próximo dispositivo foi projetado para destruir a mente. O garfo do herege era enganosamente simples: uma haste metálica curta com duas pontas em cada extremidade, presa entre o queixo e o peito. Isso forçou a cabeça para trás, esticando o pescoço ao seu limite. Se a vítima baixasse a cabeça por exaustão, as pontas perfurariam sua garganta e seu esterno. O menor sinal de sonolência resultava em uma perfuração, criando um estado de vigília perpétua e aterrorizante que despedaçava a psique. Ela não conseguia dormir. Ela não conseguia olhar para baixo. E o mais assustador de tudo era que ela não conseguia falar sem cravar o metal ainda mais fundo em sua própria carne.

Na forquilha estava gravada a palavra latina “abjuro“. Retiro o que disse. Era uma armadilha. Os inquisidores exigiram uma confissão oral, mas o dispositivo transformava a fala em um ato de automutilação. Mulheres como Anna DeCastro, acusada de ler a Bíblia em espanhol, foram mantidas nesse estado por dias. O sangue escorreria pela gravura, manchando literalmente suas palavras de arrependimento forçado com sua própria força vital. Cada palavra de sua confissão forçada foi paga com sangue, uma manifestação física do desejo da igreja de silenciar a voz feminina. Para mulheres grávidas, havia uma versão menor. A crueldade foi absoluta.

Mas por que se dar a tanto trabalho? Por que criar torturas específicas para mulheres? A resposta está num segredo que o Vaticano tentou queimar. Em 2021, a historiadora e doutora Carmen Rodriguez teve acesso a arquivos do Vaticano que haviam sido liberados e descobriu uma estatística que muda tudo. Quase 75% das mulheres julgadas pela Inquisição eram alfabetizadas. Elas não eram bruxas. Eram professoras, empresárias e acadêmicas. Essas eram mulheres que podiam ler as leis e as escrituras por si mesmas, tornando-as imunes ao controle do sacerdócio. A igreja não tinha medo do diabo. Eles tinham medo de mulheres que sabiam ler, mulheres que sabiam pensar e mulheres que podiam desafiar a hierarquia.

Um memorando de 1612 afirmava isso claramente: “Melhor silenciar uma língua erudita do que permitir que ela ensine uma geração de víboras.” A tortura não era apenas uma punição. Foi um ataque direcionado contra o intelecto feminino. Ao destruir essas mulheres, a Igreja garantiu o colapso da alfabetização feminina na Espanha, mergulhando as mulheres em uma era sombria de ignorância que durou séculos. Gerações de filhas viram suas mães queimarem no fogo por abrirem um livro, aprendendo a lição brutal de que a ignorância era o único caminho para a segurança. Eles não mataram apenas mulheres, mataram o futuro, garantindo que as filhas cresceriam sem poder ler as palavras que suas mães morreram para proteger.

Quando a Inquisição terminou oficialmente em 1834, o Papa ordenou a destruição de todos os registros relacionados à tortura com base em gênero. Eles queriam esconder as provas da guerra, mas deixaram passar alguns arquivos. Os documentos sobreviveram em cofres secretos e agora testemunham uma conspiração de silêncio. A Inquisição criou um modelo para controlar as mulheres que ainda é usado hoje em dia: envergonhá-las, silenciá-las e apagar sua história. Isso estabeleceu um precedente segundo o qual o testemunho de uma mulher é inerentemente suspeito e sua autonomia representa uma ameaça à ordem social.

Os padrões estabelecidos nesses locais de aprisionamento, que atacam os direitos reprodutivos, demonizam o conhecimento feminino e manipulam as vítimas, são os mesmos padrões que vemos nos sistemas autoritários modernos. Os instrumentos de tortura podem ser peças de museu enferrujadas, mas a lógica por trás deles está viva e bem presente. Cada vez que uma mulher é silenciada, cada vez que sua história é apagada, o fantasma do inquisidor acena em aprovação. Mas, ao contarmos essas histórias, ao pronunciarmos os nomes de Maria, Isabella e Anna, estamos quebrando o silêncio pelo qual elas morreram. Estamos ressuscitando suas vozes das cinzas da história, dando a elas a palavra final contra os homens que tentaram destruí-las. Somos a geração que se lembra, e nossa memória é a única arma que eles não podem destruir.

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