Por que mulheres eram estupradas e executadas publicamente durante as guerras?

Por que mulheres eram estupradas e executadas publicamente durante as guerras?

Em dezembro de 1937, oficiais japoneses enfileiraram mulheres nas ruas de Nanquim e fotografaram suas ações. Esses registros não foram feitos como evidência de um crime, mas como troféus. Eles sorriram para as câmeras e posaram ao lado dos corpos. O que realmente causa horror é que isso não foi apenas um descontrole de soldados no caos da batalha; foi algo ordenado, escrito na estratégia militar e documentado em relatórios oficiais. No entanto, o ponto mais grave é que a verdade sobre a violação sistemática e a execução pública de mulheres foi enterrada por historiadores e governos durante séculos. Tais atos não eram crimes isolados ocorridos durante conflitos, mas sim uma arma de guerra calculada, tão estratégica quanto cortar linhas de suprimento, e isso continua acontecendo até hoje.

Existem evidências que mudam a compreensão sobre os conflitos armados. Primeiramente, manuais militares da Roma Antiga descreviam explicitamente a violência contra mulheres como um método tático para quebrar o moral do inimigo. Em segundo lugar, técnicas de execução foram projetadas especificamente para maximizar a humilhação pública e espalhar o terror rapidamente. Por fim, há provas de que quase todos os grandes exércitos da história moderna, incluindo forças aliadas e de outras potências, utilizaram essa tática em algum momento. Documentos comprovam que, ao longo de 2.000 anos, tais ações foram planejadas e repetidas.

Ao observar o mapa da civilização, percebe-se que a violência sistemática foi documentada como estratégia em inúmeros conflitos: da Roma Antiga à Europa medieval, passando pela Segunda Guerra Mundial, Vietnã, Bósnia, Ruanda e chegando a conflitos atuais na Síria e Ucrânia. Teóricos militares escreveram sobre isso como uma vantagem tática. Atualmente, as Nações Unidas monitoram diversas zonas de conflito onde essa violência é implantada como arma. Para entender o funcionamento dessa lógica, deve-se olhar para o Império Romano, que aperfeiçoou a psicologia da conquista para apagar civilizações inteiras. Historiadores romanos narravam eventos de captura não como tragédias, mas como ações coordenadas por sinais específicos de comando.

A lógica era simples e terrível: um exército derrotado em batalha poderia se reorganizar e buscar vingança, mas ao violar publicamente as mulheres e forçar gestações, a linhagem familiar era apagada e a continuidade da comunidade era rompida. Não se tratava apenas de gratificação, mas de aniquilação da identidade. Quando o exército inimigo atacava o que não podia ser defendido por espadas — o sangue e o futuro — o resultado era a destruição psicológica. Esse padrão de violação e exibição pública repetiu-se através da história com táticas cada vez mais brutais, mas com a mesma estratégia idêntica.

Em 1937, em Nanquim, essa estratégia foi industrializada. Durante seis semanas, as forças organizaram atrocidades documentadas com fotografias que ainda existem em arquivos de tribunais militares. Soldados seguiam ordens e oficiais mantinham registros. Após os atos, as vítimas eram expostas em vias principais para que as multidões fossem forçadas a ver. Testemunhas da época descreveram o horror como um terror sistemático. Embora muitos acreditem que isso foi algo específico de uma cultura militar, a realidade é mais complexa. Após a libertação da Europa em 1945, registros hospitalares e relatórios militares mostraram que atrocidades semelhantes ocorreram em grande escala.

A história oficial muitas vezes tenta ocultar verdades brutais para manter narrativas de heróis e vilões. No entanto, arquivos revelam números impressionantes de vítimas durante ocupações em diversas cidades europeias. Comandos militares superiores tinham conhecimento dos fatos, mas o silêncio e a falta de disciplina prevaleceram. Mulheres em diversos países foram alvos para enviar uma mensagem de posse e conquista total. Aquelas acusadas de colaboração também eram submetidas a rituais de humilhação pública por civis, reforçando a ideia de que o corpo feminino é um marcador territorial.

Mesmo na era moderna, com transmissões ao vivo e a presença de forças internacionais, esse método continuou sendo usado. Na década de 1990, tribunais internacionais começaram a reconhecer que a violência sistemática pode constituir genocídio. Testemunhos revelaram que grupos extremistas organizavam essas ações para quebrar a vontade de resistir. Em campos estabelecidos com cercas e guardas, o propósito explícito era a destruição de estruturas familiares. As execuções eram por vezes transmitidas via rádio para maximizar o impacto psicológico.

O padrão é claro: o uso da violência e da execução para aterrorizar a resistência, demonstrar conquista total e destruir o futuro do oponente. A tecnologia mudou, mas a tática permanece idêntica ao longo de vinte séculos. Praticamente todas as alianças militares, em algum momento, permitiram ou utilizaram essa estratégia. Somente no final do século XX é que a lei internacional estabeleceu firmemente essas ações como crimes de guerra graves. Apesar disso, estimativas recentes indicam que centenas de milhares de mulheres em zonas de conflito ativo ainda enfrentam essa realidade.

Conclui-se que exércitos ao longo da história utilizaram essas práticas não por falta de controle dos soldados, mas porque a estratégia funciona para gerar um terror mais eficaz do que bombas. Enquanto esses atos forem tratados como danos colaterais ou crimes individuais, a realidade da estratégia militar continuará sendo ignorada. A questão fundamental que permanece é se essas ações devem ser punidas com a mesma severidade que o uso de armas químicas, responsabilizando os níveis de comando pelas ordens dadas. É essencial reconhecer a verdade histórica para que a justiça possa ser buscada de forma plena.